O que fazer quando o vendedor de peças automotivas age de má fé?

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O que fazer quando o vendedor de peças automotivas age de má fé?

O que fazer quando o vendedor de peças automotivas age de má fé?

O sonho de conquistar um automóvel próprio está presente na maioria dos pensamentos mais corriqueiros dos brasileiros, mas, com todos os benefícios de liberdade, conquista material, segurança, locomoção fácil que um carro gera, com ele também surgem as preocupações e decisões importantes a serem tomadas, e principalmente, os cuidados constantes para manutenção.

É necessário possuir um básico conhecimento referente a mecânica, segurança, legislação e regras de trânsito, mas, principalmente os direitos do consumidor. Pois afinal, os direitos que um consumidor possui estão constantemente requisitados quando se possui um carro, desde a compra do próprio, até as manutenções que o mesmo possui em seu ciclo de uso, afinal, para a garantir a segurança, é sempre necessário estar em dia com seu automóvel e as necessidades que o mesmo venha a possuir.

Mas, não é motivo de susto, os direitos são claros e de fácil interpretação, e desde que esteja em dia com os deveres, os direitos devem ser sempre solicitados pelo consumidor quando o mesmo sentir-se violado. Para isso, conheça os passos a serem tomados e como agir em situações de desrespeito e violação.

 

Primeiramente, como encontrar a melhor empresa?

Um válido método de evitar situações indesejadas e toda a burocracia que um direito violado gera, é procurar por uma oficina que possua relevância no mercado, que as peças que os mesmos oferecem são de qualidade e que haja o mínimo de direitos respeitados (principalmente a garantia), além de que seja referência na área de atuação. Mas, esse pequeno detalhe de escolha pode tornar-se uma tarefa difícil, principalmente para motoristas e proprietários de primeira viagem, mas, já adianta-se que um fato importante é sempre procurar por oficinas e empresas mecânicas que possuem indicações de serviços de qualidade e peças qualificadas sempre.

A primeira dica é básica para qualquer proprietário, possuir recomendações de oficinas e empresas qualificadas e responsáveis, por conhecidos, amigos e familiares. Com certeza você conhece proprietários de automóveis, que possuem experiências boas e ruins com oficinas, peças, entre outros, então é um primeiro passo para possuir uma noção do que será útil para seu próprio uso, e assim, evitar dores de cabeça com golpes e afins.

Mas, não se preocupe se não for possível possuir tais referências, pois atualmente a geração de internet e globalização disponibiliza tudo em questão de um clique. A internet é uma grande aliada quando trata-se de informações acessíveis e principalmente como um espaço de apresentação das empresas, fóruns de mecânica e de clube de carros, revistas especializadas, publicidades e informações referentes a serviços, recomendações, contato, entre outros.

Por isso, faça uma pesquisa sobre empresas ou pessoas físicas que oferecem serviços referente a reposição e vendas de peças, atente-se a detalhes como: possuir um site que apresente a empresa de maneira qualificada, visual, detalhada, que apresente os serviços já realizados, fotos do local, foto das peças, confirmações que são peças verídicas e originais, recomendações de clientes reais, anos de atuação, opções de contatos, dentre outras informações relevantes. Lembre-se sempre que uma empresa, oficina ou marca que não tem a oferecer, não possui o que apresentar na internet.

Com finalmente uma lista formada, entre em contato com as oficinas, empresas ou mesmo o gerente, e solicite uma visita, mesmo que uma entrevista. Verifique as suas necessidades, conheça o ambiente (caso os mesmos realizem a aplicação da peça), veja a atuação das peças (principalmente experiências de terceiros), e escolha o que lhe passar mais segurança e qualificação. E, mesmo que você faça uma entrevista e procura, a escolha final é totalmente de livre decisão apenas do consumidor, pressionar e chantagear vão contra os direitos básicos do consumidor.

 

Como saber se as peças são de qualidade?

Como já foi dito anteriormente, uma pesquisa bem realizada é o primeiro passo de escolha de uma empresa a oferecer peças para seu automóvel. Com a pesquisa feita, algumas questões devem ser atendidas pelo consumidor. Algumas peças devem possuir mais atenção do que outras, como por exemplo, quando trata-se de tampas, maçanetas, calotas, botões, a precisão em adquirir em perfeição e qualidade elevada não deve ser uma questão tão firme e forte, o simples e acessível pode ser funcional. Mas, quando trata-se de freios, motor, à suspensão e ao amortecimento, sistema de direção, entre outros, a qualidade, que sejam peças originais e compatíveis com as tecnologias do seu próprio automóvel devem ser respeitadas e solicitadas pelo consumidor, e principalmente, não aceitar o medíocre, falsificado, ou não compatível.

Para ser uma peça de qualidade e que possua credibilidade, as peças devem apresentar algumas características básicas e que garantem aptidão, sendo elas:

 

  • Fácil aplicação;
  • Reconhecimento em uma marca que possui credibilidade no mercado de peças;
  • Marcas e     vendedores    que     ofereçam    garantia     do     produto (documentado);
  • Marcas originais;
  • Assistência técnica.
  • Durabilidade a longo prazo;

 

 

Direitos do consumidor violados

Por fim, mesmo que todos os passos e orientações anteriores sejam tomados, e ainda sim, o vendedor haja de má fé e gere um golpe na venda das peças para seu automóvel, ainda há como salvar seu investimento. Todo estabelecimento e mesmo que vendedores, ofereçam serviços e produtos ao consumidor, os mesmos devem respeitar e estarem cientes do “Código de Defesa do Consumidor” (sendo um ordenamento jurídico brasileiro referente a um conjunto de normas que visam a proteção dos Direitos do Consumidor, sendo as responsabilidades do fornecedor em relação ao consumidor).

Antes mesmo de realizar a compra, demonstre e solicite questões referentes aos Direitos do Consumidor. Mas, quando são violados, existem os passos a serem tomados. Primeiramente, entre em contato com o Instituto de Defesa do Consumidor, o Procon (telefone 151), apresente documentos referentes a compra, pagamentos e venda, e aguarde a chegada de um funcionário, que juntamente com o consumidor, tentará um acordo válido para ambas as partes (vendedor e consumidor).

Caso o acordo não seja aceito, ou mesmo não seja cumprido, é necessário que uma ação na Justiça seja aberta. O consumidor deve adquirir um advogado especializado, ou solicitar o auxílio de um profissional na Defensoria Pública. Com um advogado para atuar e a documentação pronta, entre com um processo contra o vendedor, apresente o problema e siga em busca de justiça e seus direitos respeitados.

Não meça esforços quando trata-se de seu automóvel, e tudo que envolve o mesmo. Não apenas uma questão de luxo, mas, na atualidade, um carro é locomoção, trabalho, segurança, investimento e principalmente necessidade. A economia, praticidade e agilidade jamais devem ser fatores de decisão para adquirir peças, mas sim a confiabilidade e a durabilidade, lembre-se que sua segurança e garantia devem estar em primeiro lugar.

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